Dezenove mulheres foram vítimas de feminicídio na região de Campinas desde o início do ano. Os crimes aconteceram em 11 cidades. Em grande parte dos casos, os suspeitos eram maridos, companheiros ou ex-companheiros das vítimas.
O caso mais recente aconteceu em Artur Nogueira. Talita Ramos Andrade foi encontrada morta no sábado (6), às margens de uma estrada rural. Segundo a Polícia Civil, ela tinha marcas de tiros e sinais de violência no rosto.
O principal suspeito era o ex-marido, Anderson Souza Andrade Ramos, de 42 anos. Ele foi encontrado pela Guarda Municipal escondido em um galinheiro, depois de fazer uma família refém. Houve troca de tiros, Anderson foi baleado e morreu depois de ser levado a um pronto-socorro.
Talita deixou três filhos, de 10, 17 e 18 anos. A promotora da Infância e Juventude, Andrea Santos Souza, chama a atenção para esse tipo de violência, que deixa órfãos.
Campinas concentra o maior número de casos na região, com cinco feminicídios. Hortolândia teve três. Artur Nogueira e Valinhos registraram dois cada. Sumaré, Lindóia, Rio das Pedras, Nova Odessa, Itapira, Piracicaba e Capivari tiveram um caso cada.
Para a psicóloga Janaína Dalbão, especialista em violência doméstica, o número mostra a necessidade de fortalecer a rede de proteção às mulheres também nos municípios menores.
A especialista também reforça que o feminicídio geralmente é o resultado final de uma sequência de situações de violência. Por isso, identificar os sinais e garantir que a mulher tenha acesso à ajuda pode ser fundamental para interromper esse ciclo antes que ele termine em morte.
