Não é difícil encontrar uma rua com fiação de telefonia caída sobre a calçada ou mesmo cabeamento emaranhado nos postes de Campinas. A reportagem da CBN identificou uma série de problemas em algumas ruas e avenidas da cidade.
Na Rua Iboti, no Jardim Leonor, a poucos metros de outro ponto com fios caídos que mostramos recentemente, os fios até estão organizados, mas a aparência ainda é bastante poluída para quem vê de longe.
Na esquina das ruas Leopoldo Amaral e Silva Pontes, na Vila Marieta, o emaranhado confunde a separação entre o que é fio de telefonia e o que é de energia elétrica.
Mais problemas na Rua Dr. Betim, perto de um transformador em um poste: a maior parte do cabeamento de telefonia está presa, mas alguns fios ainda estão soltos.
O pior emaranhado
A pior situação foi encontrada na Rua Antônio Egydio Vasconcelos Aranha, também na Vila Marieta, onde o cabeamento mais baixo forma uma “barriga” de fios, a pouco mais de um metro e 70 centímetros do solo.
Aqui, o problema começou há cerca de dois meses, quando dois postes de energia que estavam com as ferragens aparecendo foram substituídos. Seo Josué ouviu, da CPFL, a orientação de que entrasse em contato com as empresas de telefonia para que o restante dos cabos fossem arrumados. Tentou, mas está até agora aguardando.
A Bruna tem dois filhos adolescentes, e se preocupa com o risco de eles não verem os fios no caminho no dia a dia.
A Ivanete mora aqui há 23 anos e conta nunca ter tido problema com fios emaranhados, até que os postes fossem trocados. Desde então, reclama do jogo de empurra, sem que o problema seja resolvido.
O que diz a Prefeitura
Procurada, a Prefeitura de Campinas lembrou que a gestão dos postes e a autorização de uso pelas empresas e operadoras de telefonia é dada pela CPFL. Recorda que cabe a ela notificar as empresas/operadoras de telefonia para que façam alinhamento e os reparos na fiação, dentro do prazo de 30 dias.
A Administração disse que, em diálogo com a companhia de energia, propôs que as empresas mantenham a fiação sempre alinhada, organizada, identificada, assim como façam a remoção de fios inutilizados e outros reparos que sejam necessários.
A Prefeitura monitora o trabalho de manutenção em todas as regiões da cidade, mas com foco especial na região central, onde há grande volume de fiação.
Questionamos a Prefeitura se há projeto para ampliar o modelo de aterramento de cabos, recentemente anunciado para a Rua Marechal Deodoro. Sobre isso, a Administração disse que o serviço envolve um alto custo, e que ele é realizado no modelo de parceria, como o projeto da Marechal Deodoro. Hoje, há estudos para projetos semelhantes nas ruas Thomaz Alves e Costa Aguiar.
Quando cabos soltos ou caídos são identificados, os moradores podem comunicar o problema pelos canais do 156, pelo site da Prefeitura, telefone ou WhatsApp. A CPFL também possui canais próprios para receber demandas envolvendo fios soltos.
Nota da CPFL
Em nota, a CPFL afirmou que todos os locais apontados na reportagem têm cabos caídos que pertencem a empresas de telefonia. Nenhum deles de energia elétrica, sem prejuízo para o fornecimento dos consumidores nestes locais.
A companhia também disse que, em todos os pontos, vai providenciar a remoção dos riscos. As empresas de telefonia também foram notificadas para que verifiquem e organizem seus cabos no trecho.
A empresa orienta que, caso identifique cabos rompidos ou caídos no chão, entre em contato com o serviço emergencial pelo telefone 0800 010 1010. Situações que trazem risco à população e à rede elétrica são prontamente eliminadas por equipes da própria CPFL.
Nota da Claro
Em nota, a operadora Claro informou que o cabeamento nos locais indicados está em conformidade com os padrões e requisitos estabelecidos pela companhia de energia. Ressalta que os cabos em desacordo com os padrões não pertencem à Claro.
Nota da Vivo
Procurada pela CBN, a operadora Vivo informou ter mobilizado equipe técnica para os locais mencionados pela reportagem, para avaliar e fazer os reparos necessários em sua fiação.
