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Suspeito de importunação sexual em ponto de ônibus de Campinas tem quatro inquéritos por casos semelhantes, diz polícia

Rosemir Martins Neris, suspeito de ter importunado sexualmente uma mulher de 24 anos em um ponto de ônibus de Campinas, na noite desta segunda-feira (14), é investigado em quatro inquéritos

Suspeito de importunação sexual em ponto de ônibus de Campinas tem quatro inquéritos por casos semelhantes, diz polícia
Foto: Reprodução

Rosemir Martins Neris, suspeito de ter importunado sexualmente uma mulher de 24 anos em um ponto de ônibus de Campinas, na noite desta segunda-feira (14), é investigado em quatro inquéritos policiais por casos semelhantes. A informação foi confirmada pela Polícia Civil ao g1 Campinas.

De acordo com a corporação, os casos ocorreram uma vez em 2024, uma em 2025 e duas em 2026, considerando a última denúncia registrada no dia 14. Todos os inquéritos apuram suspeitas de importunação sexual.

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Rosemir também foi condenado a cinco meses de detenção, em regime semiaberto, por ato obsceno. A decisão, da 3ª Vara Criminal de Campinas, é do último dia 4 e transitou em julgado – ou seja, não cabe mais recurso.

Condenação por ato obsceno

A condenação é referente a um caso ocorrido em 22 de julho de 2025, na Avenida Anchieta, em Campinas. Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Rosemir exibiu os genitais para uma mulher que aguardava um ônibus no local.

De acordo com o processo, a vítima havia acabado de sair do trabalho quando foi abordada por outra mulher, que perguntou se ela havia percebido “algo estranho” em relação ao acusado. Ao olhar para Rosemir, a mulher afirmou ter visto os genitais dele expostos.

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A vítima correu em direção a uma viatura da Polícia Militar e relatou o que havia acontecido. Os policiais conseguiram gravar a situação, abordaram Rosemir e fizeram a prisão em flagrante.

À Justiça, ele negou ter praticado importunação sexual e afirmou que a exposição teria ocorrido de forma involuntária porque o zíper da calça estava quebrado.

Inicialmente, Rosemir respondia por importunação sexual. Na decisão, porém, o juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas considerou que o ato não teria sido direcionado à vítima, circunstância necessária para a configuração da importunação sexual. Por isso, ele foi condenado por ato obsceno, pela exposição dos genitais em local público.

A decisão também apontou que Rosemir era reincidente. Como ele havia sido preso em flagrante e permaneceu alguns meses no Complexo Penal de Sorocaba, a pena de cinco meses de detenção já foi cumprida.

Nova denúncia

Nesta segunda-feira (14), uma mulher de 24 anos denunciou Rosemir após, segundo ela, ter sido abordada pelo homem em um ponto de ônibus na Avenida Francisco Glicério, em Campinas.

Juliana Gomes contou ao g1 Campinas que estava no local por volta das 20h12 quando viu o homem com os genitais expostos. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria passado a se masturbar enquanto a encarava.

Juliana disse que pegou o celular para gravar a situação, mas o homem fugiu correndo. Ela também relatou que já havia visto o mesmo homem outras vezes naquele ponto de ônibus.

Depois do episódio, a mulher publicou um vídeo nas redes sociais relatando o caso. A publicação acumulava cerca de 450 mil visualizações e 12 mil curtidas e recebeu comentários de outras mulheres que afirmaram ter passado por situações semelhantes, muitas delas no mesmo local.

Entre os relatos, há casos que teriam ocorrido há mais de dez anos. Um deles cita uma situação semelhante dentro de um ônibus, em 2014.

Em outra publicação, Juliana afirmou ter recebido diversos relatos de mulheres que dizem ter sido vítimas do mesmo homem. Segundo ela, no entanto, apenas outras duas registraram boletins de ocorrência identificando o suspeito pelo nome.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso do dia 14 foi registrado como importunação sexual no 1º Distrito Policial de Campinas. A Polícia Civil realiza diligências para identificar o autor.

Defesa

Em nota, a defesa de Rosemir, representada pelo advogado Reynaldo Cardarelli Filho, afirmou que não poderia comentar a condenação porque o processo tramita sob sigilo.

Sobre os demais inquéritos e o caso registrado em 14 de setembro, o advogado disse que não vai se manifestar “sem prévio conhecimento formal dos autos e sem que haja atuação constituída nesses procedimentos”.

“Como advogados, limitamo-nos a afirmar que qualquer imputação deve ser analisada individualmente, dentro do respectivo procedimento e com observância do contraditório, da ampla defesa e das garantias processuais aplicáveis”, afirmou.

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