Uma casa que funcionava como uma fábrica de drogas foi descoberta pela Polícia Civil em uma casa na Rua Vicente Celestino, no Jardim Anton von Zuben, em Campinas. O imóvel fica a cerca de 50 metros de uma escola.
No local, os policiais apreenderam cerca de 80,9 quilos de maconha moída, 2,5 quilos de haxixe embalado e equipamentos usados na extração de derivados da maconha.
A operação foi realizada nesta quarta-feira (14), pela primeira Delegacia de Investigações Gerais da Deic, com apoio do Grupo de Operações Especiais, o GOE. Três pessoas foram presas em flagrante, e a investigação aponta a participação de pelo menos um quarto suspeito no esquema.
Segundo a Polícia Civil, no imóvel em Campinas, um homem e uma mulher produziam e vendiam drogas. Além da maconha, foram encontrados equipamentos para a extração de substâncias conhecidas como dry e BHO, derivados da cannabis. Também foram apreendidos três celulares.
Investigação começou com outra apreensão
A investigação começou em agosto, depois que os policiais encontraram 63 tijolos de maconha em uma chácara. A partir dessa primeira apreensão, os investigadores identificaram outras pessoas que, segundo a polícia, participavam da atividade criminosa.
A Justiça autorizou buscas em três endereços: dois em Valinhos e um em Campinas. Nos imóveis de Valinhos, nada foi encontrado. Mesmo assim, um dos investigados foi preso em flagrante por associação para o tráfico, após a polícia identificar indícios de participação no transporte de drogas para o grupo.
De acordo com os delegados, a apuração indica uma divisão de tarefas entre os envolvidos. A droga bruta seria comprada de um fornecedor da capital paulista e transformada em produtos de maior valor comercial. Parte era vendida no próprio imóvel, enquanto quantidades maiores eram transportadas para pontos de venda, principalmente em Campinas.
A proximidade da fábrica com uma escola também será investigada. A Polícia Civil quer apurar se havia comercialização de entorpecentes para estudantes da unidade.
Os três presos foram presos preventivamente por tráfico de drogas ou associação para o tráfico. A investigação continua para esclarecer a estrutura da organização, identificar outros envolvidos e apurar uma possível movimentação financeira relacionada à lavagem de dinheiro.
