Entre janeiro e agosto deste ano, o número de tentativas de feminicídio aumentou cerca de 18% na região, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 53 casos neste ano, contra 45 no ano anterior, desde setembro, sete casos foram registrados. Três deles aconteceram nos primeiros dias de outubro, em Piracicaba, Sumaré e Americana.
No dia 4, em Piracicaba, um homem de 27 anos foi preso em flagrante, suspeito de tentativa de feminicídio. Ele agrediu uma mulher e também uma das filhas dela, de apenas quatro anos.
No dia 12, em Sumaré, uma mulher de 36 anos foi agredida e baleada três vezes nas costas. O principal suspeito é o marido dela, que fugiu depois do crime.
No dia 8, em Americana, uma mulher em situação de rua foi encontrada gravemente ferida. o ex-namorado dela e um amigo foram presos em flagrante.
A tentativa de feminicídio só não termina em morte por circunstâncias alheias à vontade do agressor. Quem faz esse alerta é Teresinha de Carvalho, ex-delegada que atuou por muitos anos na delegacia de defesa da mulher de Campinas.
Na região de Campinas, 19 das 31 cidades não têm delegacia de defesa da mulher. Isso representa 61,3% dos municípios, segundo o governo do estado. Entre eles estão: Paulínia, Jaguariúna, Monte Mor, Amparo e Louveira.
Na região, apenas as delegacias da mulher de Campinas e Piracicaba funcionam 24 horas por dia.Mesmo sem uma unidade especializada, as vítimas podem registrar denúncias em delegacias comuns ou pela internet.
Também é possível denunciar pelo 180, canal nacional de atendimento à mulher.
Em casos de emergência, os telefones são 190, da polícia militar, e 153, da guarda municipal.
Em Campinas, a guarda municipal tem o programa guarda amigo da mulher, a gama. O serviço acompanha mulheres com medida protetiva.
A comandante Lourdes explica como funciona o programa e como as mulheres podem ter acesso ao serviço.
No estado de São Paulo, 514 dos 645 municípios não têm delegacia da mulher, segundo o governo do estado.
