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Unicamp 60 anos: instituição projeta expansão com novos cursos, vagas e parcerias internacionais

A Universidade de Campinas completa 60 anos nesta segunda-feira. A instituição inicia agora uma nova fase de expansão, com previsão de novos cursos e vagas, ampliação das parcerias internacionais e

Unicamp 60 anos: instituição projeta expansão com novos cursos, vagas e parcerias internacionais
Foto: Aline Albuquerque/CBN Campinas

A Universidade de Campinas completa 60 anos nesta segunda-feira. A instituição inicia agora uma nova fase de expansão, com previsão de novos cursos e vagas, ampliação das parcerias internacionais e uma aproximação maior com a sociedade.

A instituição está entre as principais universidades da América Latina e responde por cerca de 7% da pesquisa científica produzida no Brasil. Ao longo de seis décadas, a trajetória foi marcada por diferentes fases de transformação.

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Na origem, a Unicamp ganhou destaque pela formação de pesquisadores e professores que ajudaram a estruturar o ensino superior brasileiro. Depois, avançou em ciência, tecnologia e inovação. Esse movimento também contribuiu para transformar Campinas em um importante polo tecnológico.

Inclusão e representatividade

Mais recentemente, a universidade passou por uma mudança no perfil dos estudantes, com a ampliação das políticas de inclusão. O professor Antônio José de Almeida Meireles, da Faculdade de Engenharia de Alimentos e ex-reitor da Unicamp, destaca dois pontos desse processo: a diversidade e a relação da universidade com o entorno.

“Eu destacaria duas coisas, a continuidade do processo de inclusão. Eu acho que hoje o estudantado da Unicamp reflete muito mais a diversidade étnica e social do Brasil e eu acho que isso tem uma importância grande. (…) A outra coisa importante, eu acho que foi a abertura maior da universidade para o seu entorno.”

Os números mostram essa mudança. No período de 2025 a 2026, pretos, pardos e indígenas representaram 35,7% dos aprovados. No vestibular de 2026, 49,5% dos aprovados em primeira chamada vieram do ensino médio público.

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Unicamp 60 anos: instituição projeta expansão com novos cursos, vagas e parcerias internacionais
Foto: Unicamp/Reprodução

Expansão com novos cursos

O próximo passo é a chamada quarta grande fase de transformação. Uma das principais frentes é a expansão do ensino. Em 2027, começam em Limeira os cursos de Relações Internacionais e de Ciência de Dados e Inteligência Artificial. A previsão, porém, é de um crescimento maior nos próximos anos.

O projeto da universidade prevê 11.500 novos estudantes de graduação e pós-graduação até 2036. Também está prevista a contratação de mais de 2 mil servidores, entre professores e funcionários.

Para viabilizar esse crescimento, a Reitoria negocia uma mudança no financiamento da área da saúde. Hoje, esse setor custa cerca de R$ 1 bilhão por ano e parte desse valor sai do orçamento da própria universidade.

A proposta é que o governo estadual assuma esse custo. Com isso, a Unicamp poderá direcionar recursos para novos cursos e vagas, contratar professores e funcionários e ampliar a infraestrutura.

O reitor Paulo Cesar Montagner afirma que o desafio é crescer sem perder a qualidade construída ao longo dos 60 anos.

“Primeiro, preservar o que construímos, fundamental, com o nível de excelência que fazemos. (…) E o futuro para nós é acompanharmos a evolução tecnológica do mundo. Nós sabemos o potencial da Unicamp nessas novas ideias, nessas novas metodologias, nessas novas teorias, nessas novas concepções de inovação.”

A expansão também deve acontecer fora das salas de aula. Uma das apostas é o HIDS, o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável. O projeto ocupa uma área de 11,3 quilômetros quadrados no campus de Barão Geraldo.

A ideia é reunir empresas de tecnologia e pesquisa. O espaço também deverá funcionar como um laboratório vivo, com moradias, serviços e transporte coletivo.

Referência internacional

Unicamp 60 anos: instituição projeta expansão com novos cursos, vagas e parcerias internacionais
Foto: Reprodução/EPTV

Outra frente está na internacionalização. A Unicamp quer ampliar as relações com universidades da América Latina, Caribe, África e Ásia. A intenção é manter as parcerias já consolidadas com instituições da Europa, América do Norte e Japão, mas aumentar também as chamadas relações Sul-Sul.

Para o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, aproximar a universidade da sociedade é um dos grandes desafios para os próximos anos.

“Esse é o desafio da Universidade no século 21: é a integração com a sociedade. Integração não é oferecer os serviços para a sociedade, é integrar com a sociedade. Cada vez mais o conhecimento desenvolvido na universidade tem que passar para a sociedade.”

A pandemia reforçou essa necessidade. Universidades de pesquisa, como a Unicamp, participaram diretamente da busca por soluções para a crise sanitária. A capacidade de transformar pesquisa em inovação também é uma das marcas da instituição.

A Unicamp já deu origem a mais de 1.700 empresas. Em 2025, essas empresas registraram faturamento de R$ 28 bilhões. Para o professor Antônio Meireles, esse é um exemplo do impacto que o conhecimento produzido dentro da universidade pode ter fora dela.

“É um exemplo de que nós podemos fazer a diferença, o conhecimento pode fazer a diferença. (…) Hoje é uma coisa que as instituições estão fazendo de uma forma mais organizada e a Unicamp é um exemplo de sucesso nesses seus 60 anos nesse aspecto também.”

Aos 60 anos, a Unicamp se prepara para uma nova etapa. A universidade prevê mais alunos, novos cursos e investimentos em infraestrutura. Também quer ampliar a inovação, a presença internacional e a relação com a sociedade.

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