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Clínica clandestina em Engenheiro Coelho tinha 19 internos em meio a sujeira e remédios de origem desconhecida

A clínica de reabilitação clandestina interditada em Engenheiro Coelho mantinha 19 internos em condições precárias. Seis eram idosos. Os demais tinham entre 16 e 40 anos.  O imóvel fica no

Engenheiro Coelho
Foto: Edvaldo de Souza/EPTV

A clínica de reabilitação clandestina interditada em Engenheiro Coelho mantinha 19 internos em condições precárias. Seis eram idosos. Os demais tinham entre 16 e 40 anos. 

O imóvel fica no Sítio Nossa Senhora do Carmo, no bairro Borges Branco, a quatro quilômetros do Centro. A chácara está cercada por plantações de milho. 

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A fiscalização encontrou quartos, banheiros e cozinha em condições inadequadas de higiene. Havia fraldas usadas no chão, colchões com cheiro de urina e fezes, moscas e alimentos expostos. Um dos banheiros não tinha porta. Em outro, a descarga não funcionava. 

As roupas dos internos permaneciam espalhadas pela área externa nesta sexta-feira, dia 6. Cadernos encontrados no imóvel tinham anotações sobre o estado de saúde mental dos pacientes. 

Um dos alojamentos masculinos tinha espaço para nove pessoas. Outro quarto acomodava quatro internos em dois beliches. As máquinas da lavanderia estavam quebradas, segundo pessoas que viviam no local. 

A piscina também apresentava sinais de falta de limpeza e tratamento. 

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Representantes da Vigilância em Saúde voltaram à chácara nesta sexta-feira. As equipes encontraram medicamentos, inclusive remédios controlados. A origem dos produtos ainda era desconhecida. A fiscalização apurava a suspeita de que os internos eram dopados. 

A clínica não tinha Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, licença sanitária nem funcionários contratados formalmente. 

Um dos pacientes afirmou que tomava conta do imóvel quando o responsável não estava. Segundo o boletim de ocorrência, ele permitiu a entrada das equipes durante a fiscalização de quinta-feira, dia 5. 

O responsável pela clínica tinha sido preso em flagrante depois de ser abordado pela Polícia Militar na Rodovia SP-147. Um paciente estava no carro. A Justiça ainda avaliava a situação dele nesta sexta-feira. 

A primeira fiscalização oficial havia identificado cinco idosos em situação de abandono. Eles estavam com fraldas sujas e molhadas. Internos também relataram que não recebiam alimentação todos os dias e, em determinadas situações, precisavam cuidar uns dos outros. 

Os idosos passaram por avaliação médica, mas nenhum precisou de atendimento de emergência. A Assistência Social procurou os familiares para organizar o retorno deles para casa. 

A Vigilância Sanitária interditou completamente o imóvel. A Polícia Civil passou a investigar os relatos de maus-tratos, a origem dos medicamentos e as condições em que os pacientes eram mantidos.

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