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Instrutores acusados pela morte de Maria Eduarda prestam depoimento à Justiça nesta terça-feira 

A segunda audiência de instrução do caso que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas acontece nesta terça-feira e deve ser marcada pelos depoimentos dos três instrutores acusados

Instrutores acusados pela morte de Maria Eduarda prestam depoimento à Justiça nesta terça-feira 
Foto: Reprodução

A segunda audiência de instrução do caso que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas acontece nesta terça-feira e deve ser marcada pelos depoimentos dos três instrutores acusados de participação direta no salto que terminou na morte da jovem. 

Devem ser ouvidos Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, apontados pela acusação como responsáveis pela preparação da vítima antes do salto de rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis. 

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A expectativa é que os réus respondam a questionamentos sobre os procedimentos de segurança adotados naquele dia, a checagem dos equipamentos e a divisão de tarefas entre os integrantes do grupo. 

O depoimento ocorre após a conclusão das oitivas das testemunhas e de Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora da atividade e também ré no processo. 

Paralelamente à audiência, a Justiça aguarda informações da Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. O juiz determinou que a companhia esclareça se o perfil do grupo Entre Cordas foi desativado pelos administradores ou pela própria plataforma e informe se houve exclusão de conteúdos após a morte de Maria Eduarda. 

A medida está relacionada à acusação de fraude processual atribuída a Evelyne dos Santos Gonçalves. A investigação tenta identificar se publicações ligadas à atividade foram apagadas depois do acidente. 

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A defesa de dois dos acusados chegou a pedir o adiamento da audiência até a chegada dessas informações, mas o pedido foi negado pela Justiça. 

Os quatro réus respondem por homicídio qualificado com dolo eventual. Segundo o Ministério Público, eles tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar medidas básicas de segurança, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos. 

Maria Eduarda tinha 21 anos e morreu em 13 de junho de 2026 depois de ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar conectada à corda de segurança. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. 

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