A nova concessão da Rota Mogiana começou a operar neste domingo (1º), com a transferência de cerca de 520 quilômetros de rodovias estaduais para a concessionária Rota Mogiana SPE S.A. O contrato prevê R$ 9,4 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos nas regiões de Campinas e Ribeirão Preto, com impacto em 22 municípios e cerca de 2,3 milhões de moradores.
Com a assinatura do termo de transferência, a empresa passa a ser responsável pela operação, conservação, monitoramento e atendimento aos usuários. A malha reúne 346 quilômetros que eram administrados pela Renovias e outros 174 quilômetros que estavam sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP).
Nos dois primeiros anos da concessão, estão previstos R$ 544,2 milhões para recuperação de pavimento, melhorias na sinalização e drenagem, manutenção de pontes e viadutos, adequação de defensas metálicas e iluminação das rodovias. O sistema também vai ter atendimento 24 horas, com guinchos, socorro médico, monitoramento por câmeras e centro de controle operacional.
Ao longo do contrato, a concessionária prevê a duplicação de 217 quilômetros de vias, a implantação de 138 quilômetros de faixas adicionais e terceiras faixas e a construção de 86 quilômetros de marginais. O plano inclui ainda 58 passarelas, 129 interseções, 24 pontes e viadutos e 151 dispositivos de acesso.
Entre as principais obras estão as ampliações de capacidade da SP-340, entre Campinas e Mogi Guaçu, e da SP-350, entre Casa Branca, Itobi e São José do Rio Pardo. O projeto também prevê novas duplicações e a construção do contorno viário de Águas da Prata.
A concessão inclui melhorias para pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo. Estão previstos 36,8 quilômetros de ciclovias e 135 pontos de ônibus. As ciclovias serão implantadas na SP-107, em Artur Nogueira, Holambra, Jaguariúna e Santo Antônio de Posse, e na SP-342, em Águas da Prata.
Com a mudança, o sistema Ponto a Ponto de Jaguariúna será encerrado. Segundo o governo estadual, a tarifa do trecho terá redução de 50%, benefício que passa a valer para todos os motoristas, sem necessidade de cadastro.
O contrato também prevê o Desconto de Usuário Frequente (DUF), com abatimento de 10% para quem realizar entre 11 e 20 passagens pelo mesmo pórtico e de 20% para quem fizer entre 21 e 30 passagens, seguindo as regras do programa.
A cobrança eletrônica pelo sistema Siga Fácil será implantada de forma gradual. A instalação dos novos pontos dependerá da execução das melhorias previstas em contrato e da fiscalização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
O contrato de concessão foi assinado em 27 de agosto de 2026.
