A Rede Municipal Dr. Mário Gatti suspendeu por tempo indeterminado uma licitação de R$ 224,6 milhões para contratar serviços médicos e multiprofissionais em quatro Unidades de Pronto Atendimento e no Samu de Campinas.
A decisão foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira, dia 3. Segundo a administração municipal, a suspensão ocorreu para a análise de questionamentos e pedidos de esclarecimento apresentados por empresas interessadas na concorrência.
O contrato teria duração inicial de três anos e previa 202 postos de trabalho. As vagas seriam divididas entre 107 técnicos de enfermagem, 59 médicos, 32 enfermeiros e quatro assistentes sociais.
A contratação atenderia às UPAs Anchieta, Campo Grande, São José e Carlos Lourenço, além do Samu. Ao todo, são 58 postos na UPA Anchieta; 51 na UPA Campo Grande; 49 na UPA São José; 29 na UPA Carlos Lourenço; e 15 no Samu.
Cada posto representa a cobertura de determinados turnos. Por isso, o total não corresponde necessariamente ao número de profissionais que seriam contratados.
A previsão era manter a cobertura médica nas UPAs Anchieta, Campo Grande e São José. Na UPA Carlos Lourenço, os profissionais complementariam as equipes diante da redução do quadro próprio de médicos nos últimos anos.
O início da contratação estava previsto para 10 de janeiro de 2027, com atendimento inicial às UPAs Campo Grande e Carlos Lourenço e às equipes de enfermagem do Samu. Os médicos do Samu começariam em março. A UPA Anchieta receberia os profissionais em abril e a UPA São José, em agosto.
O principal questionamento apresentado pelas empresas foi a contratação de uma única prestadora para atender às quatro UPAs e ao Samu. A Rede Mário Gatti informou que esse modelo facilitaria o remanejamento de profissionais entre os serviços.
Os departamentos Jurídico e Administrativo analisavam ajustes no processo. Um novo edital deve ser publicado nos próximos dias.
Segundo a Rede Mário Gatti, a suspensão não prejudicou o atendimento à população.
