Após mais de quatro meses de duração, a Operação Verão chegou ao fim em Campinas com registro de chuva em 88% dos dias. Durante o período, o volume pluviométrico total passou de 1,2 mil na cidade, o que fez a Defesa Civil atender cerca de 1,8 mil ocorrências – um crescimento de quase 26% em relação à operação passada. Ainda assim, segundo o diretor da Defesa Civil de Campinas Sidnei Furtado, não houve registros graves pelo município. O resultado, de acordo com ele, tem relação com a melhora no trabalho de prevenção.
Durante os 136 dias de operação, também não houve registro de moradias em risco demolidas. Em 2012, o número chegou a 54, contra 359 em 2011. Além disso, ainda segundo Sidnei Furtado, o lixo continua sendo o grande causador de enchentes no período de chuvas. Segundo o levantamento, cinco toneladas de terra, além de pneus, garrafas de plástico e até peças de computador foram retirados de duas mil bocas de lobo na cidade. Devido ao problema, segundo o prefeito Jonas Donizette, uma campanha deve ser iniciada pela Administração Municipal. Outra forma de prevenção de precipitações e temporais, ainda de acordo com o diretor da Defesa Civil Sidnei Furtado, é a instalação de sensores pela cidade. Mas a medida, que seria adotada em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, segue em estudo e não tem previsão para acontecer.
