Os ex-funcionários das empresas Shell e Basf que vão receber indenização pelo tempo que trabalharam na área contaminada se reuniram em uma assembleia, em Campinas, onde receberam algumas informações sobre as ações judiciais do caso. O acordo firmado entre as empresas e os funcionários fixou o tratamento médico vitalício para 1.058 ex-trabalhadores e dependentes, além da indenização por danos morais coletivos em R$ 200 milhões. Este valor será destinado a instituições indicadas pelo Ministério Público que atuem em áreas de pesquisa, prevenção e tratamento de trabalhadores vítimas de intoxicação decorrentes de desastres ambientais. Também ficou garantido o pagamento de indenização por danos morais individuais em R$ 170 milhões, o que dá, em média, cerca de R$ 160 mil para cada vítima.
A batalha judicial entre a empresa e os ex-trabalhadores durou 12 anos. Na assembleia, o clima entre os participantes era de comemoração. Segundo o coordenador da associação dos trabalhadores expostos a substâncias químicas, Francisco Tavares Gomes, a conquista mais importante dos ex-funcionários da Shell/Basf foi a assistência médica de qualidade. Ele reconhece também a importância da indenização, mas afirma que o importante é que as vítimas terão assistência pelo resto da vida.
O diretor do sindicato dos químicos unificados, Valdir de Sousa, afirma que existe uma preocupação grande em informar cada um a maneira como a indenização será paga. Ele explica que os pagamentos começam a ser efetuados a partir do dia 22 deste mês e seguirá um cronograma determinado pela justiça. A justiça determinou ainda que as empresas poderão ser submetidas a multas de até 20% no valor das indenizações, caso atrase os pagamentos.
