A Polícia Civil admitiu que está investigando o uso de uma substância química apreendida com atraso e que pode ter sido responsável pelas mortes de três pacientes, após exames de ressonância magnética no Hospital Vera Cruz, em Campinas, em janeiro deste ano. O material não foi entregue na época à Vigilância em Saúde pela RMC, empresa responsável pelas avaliações. Segundo o delegado José Carlos Fernandes, o perfluorocarbono, quando injetado no organismo, causa sintomas compatíveis aos sofridos pelas vítimas. A polícia ainda não sabe se as vítimas foram submetidas ao produto durante o procedimento clínico. Nesta quinta, os policiais apreenderam três litros do composto no hospital e encaminharam para análise na Unicamp.
A RMC informou que está colaborando com as investigações e aguarda pelo resultado a ser divulgado pela universidade de Campinas. Sobre a apreensão da substância perfluorocarbono, a empresa negou omissão e disse que, na época do incidente, o laboratório foi interditado pela polícia e Vigilância.
No dia 28 de janeiro, três pessoas morreram após serem submetidas ao exame de ressonância magnética com contraste.
