A Vigilância Epidemiológica de Piracicaba negou a possibilidade de um surto de tuberculose no Centro de Detenção Provisória do município. No último dia 15 um detento morreu após ser internado no Pronto Socorro municipal com anorexia e insuficiência respiratória, em decorrência da doença. Outros oito detentos também foram diagnosticados com tuberculose, mas segundo a secretaria de saúde, já estão em tratamento e não correm o risco de contaminar outras pessoas. A preocupação dos detentos é que o CDP de Piracicaba está superlotado. A unidade prisional tem capacidade para 512 pessoas, mas atualmente abriga 1.608 presos.
A tuberculose é uma doença infecciosa, provocada por uma bactéria, que ataca principalmente os pulmões. A transmissão é direta, ou seja, ocorre de pessoa para pessoa via gotículas de saliva contendo o agente infeccioso, sendo maior o risco de transmissão durante contatos prolongados em ambientes fechados e com pouca ventilação. De acordo com a médica da vigilância epidemiológica de Piracicaba, Bessel Matos Rebeis, apesar do número de diagnósticos confirmados dentro do presídio, não há a possibilidade de um surto da doença.
O diagnóstico de tuberculose na cidade de Piracicaba está estável desde 2008. Em média, são cerca de 150 casos da doença confirmados por ano, número considerado alto pela vigilância epidemiológica do município.
