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Polícia ouve depoimentos sobre morte de MC em Campinas

Duas testemunhas ligadas à organização do show no qual MC Daleste foi baleado no último fim de semana em Campinas foram ouvidas pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira. O

Duas testemunhas ligadas à organização do show no qual MC Daleste foi baleado no último fim de semana em Campinas foram ouvidas pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira. O técnico de som José Francisco de Assis, pai do jovem que aparece atrás do cantor nos vídeos publicados na internet, foi primeiro a depor no setor de homicídios. Segundo ele, a foto que o filho Gabriel de Assis tirou momentos antes de o funkeiro ser atingido não mostra o autor do disparo. Ele também nega ter visto algo de anormal antes ou durante a apresentação. Ainda de acordo com Assis, ele e o filho, que saiu do local sem gravar entrevista, não conheciam Daleste e apenas testemunharam os momentos dos disparos.

Além dos dois homens convocados pela Polícia para depor, o presidente e o vice da associação de moradores do bairro San Martin também foram até a delegacia. Segundo o presidente Anderson de Souza, que também estava no palco quando o MC foi baleado, não houve nenhuma confusão envolvendo a organização e Daleste antes do show. Anderson também nega irregularidades na documentação da festa, que era aberta e recebia mais de 6 mil pessoas na noite do crime.

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Os representantes da associação também devem entregar um vídeo feito no palco e que mostra o momento em que Daleste é baleado duas vezes: a primeira de raspão no braço direito e a segunda no abdômen, que causou o ferimento que o levou a morte. Além dos depoimentos e das análises dos vídeos publicados na internet, a Polícia Civil também realizou diligências para apurar informações sobre o caso. Até o momento, nenhuma hipótese está descartada na linha de investigação.

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