Foi sepultado na manhã dessa quarta-feira, no cemitério da Saudade, em Campinas, o corpo do porteiro, José Antônio da Silva, de 45 anos, que morreu no acidente onde um ônibus despencou do Viaduto Miguel Vicente Cury. Além da tristeza, a esposa, Kelly Cristina Fidêncio, estava indignada, mantendo a opinião de que houve imprudência. No entanto, Kelly afirmou que ainda está muito abalada emocionalmente para pensar em indenização. Além da tristeza, a viúva ainda enfrenta dificuldades com a documentação do marido, que segundo ela, foi levada por pessoas que saquearam o ônibus no momento do acidente. A irmã de Kelly, Francineide Lorraine da Silva Oliveira, confirma o caráter do cunhado. Anisio Roberto, que viva com o casal, lembra que José Antônio era uma referência para as pessoas do bairro onde morava.
O ônibus articulado quebrou a proteção de concreto e caiu na manhã dessa terça-feira na rua que dá acesso à Avenida Moraes Salles. José Antônio foi a única vítima fatal. Os passageiros feridos foram atendidos por equipes dos Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e foram levados para unidades de pronto-atendimento, além dos hospitais Ouro Verde e Beneficência Portuguesa. O diretor de comunicação da Associação das Empresas de Transporte Urbano da cidade, Paulo Barddal, negou problemas mecânicos no ônibus. De acordo com ele, o veículo passou por vistoria no dia 4 de junho e por manutenção no dia 18 de julho.
