Após recusarem contraproposta da Prefeitura de Campinas de 30% de adicional de risco a partir do salário-base, os guardas municipais devem paralisar as atividades no prazo de 72 horas a partir desta sexta-feira. A categoria alega que aceita o índice, 5% maior do que a alíquota atual, mas defende o pagamento a partir do salário dos inspetores da corporação de R$ 3.534,00.
Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores de Campinas, Lorivan Valeriano de Sousa, os GMs querem que a avaliação seja feita pelo risco de morte ao qual todos estão expostos e não pelo tempo de serviço. O reajuste do índice, segundo Lorivan, fez parte de um acordo feito com o Executivo durante a gestão passada e que não foi cumprido na atual Administração. Ainda de acordo com o diretor do sindicato dos servidores municipais, o adicional de risco pago atualmente aos guardas campineiros é o menor do estado de São Paulo.
Além disso, segundo Lorivan de Sousa, outro fator importante para a decisão dos trabalhadores foram os protestos do mês de junho registrados em Campinas. Durante o ato realizado no dia de 20 junho, pelo menos 10 guardas municipais ficaram feridos após confrontos com manifestantes. Através da assessoria de imprensa, a Secretaria de Segurança Pública informou que não foi notificada oficialmente pelo sindicato sobre a paralisação e por isso não iria se pronunciar.
