A secretaria de saúde de Campinas informou que é inviável a instalação de registro eletrônico para controlar a frequência de servidores e médicos vinculados ao SUS. A alteração do sistema que controla o horário de entrada e saída dos profissionais foi recomendada pelo Ministério Público Federal para todos os municípios da 5ª subseção judiciária do estado de São Paulo. O órgão do judiciário recomendou ainda que as autoridades do município coloquem em local visível nas salas de recepção das unidades de saúde, informativos com o nome dos médicos em exercício, a especialidade e o horário do início e do término da jornada. Em Campinas, a frequência de médicos e de servidores da saúde é controlada por folha ponto. De acordo com o secretário municipal de saúde, Cármino de Souza, a instalação do ponto eletrônico é inviável devido ao alto custo operacional. Segundo ele, cabe ao poder público fiscalizar e diminuir o índice de fraudes no sistema.
O procurador da República em Campinas, Edílson Vitorelli, afirmou que é impossível o Ministério Público fiscalizar as unidades de saúde que atendem pelo SUS, uma vez que elas estão presentes em todas as cidades brasileiras. Segundo ele, o informativo com os dados dos médicos e o ponto eletrônico dão subsídios aos próprios cidadãos para denunciar qualquer irregularidade. Mesmo diante de toda dificuldade operacional para a instalação do ponto eletrônico, o secretário de saúde, Cármino de Souza, reconhece que o sistema seria o melhor caminho para evitar fraudes. Com a recomendação do Ministério Público Federal, os municípios tem um prazo de 180 dias para a implantação e adequação do sistema. Caso a medida não seja adotada pelas administrações municipais, o Ministério Público deve entrar com um pedido na justiça para que torne a recomendação obrigatória.
