Cerca de 20 manifestantes que acompanharam a sessão da Câmara de Campinas na noite desta segunda-feira foram cadastrados ao terem acesso ao plenário. O grupo havia organizado um protesto contra o projeto de lei de autoria do presidente da casa, Campos Filho, que prevê a proibição do uso de máscaras em manifestações. No início da sessão, às 18 horas, apenas funcionários da Câmara e profissionais da imprensa tiveram acesso ao plenário. Os manifestantes afirmaram que a entrada teria sido impedida pela Guarda Municipal por ordem da presidência da casa. Segundo o estudante David dos Santos, não foi informado aos manifestantes o motivo da proibição do acesso ao plenário. O também estudante, Yuri Andrews, afirmou que os manifestantes iriam permanecer do lado de fora até que o acesso fosse permitido.
Cerca de 40 minutos depois do início da sessão, os manifestantes conseguiram o acesso ao plenário. Todos eles tiveram de apresentar documentos e foram fotografados. O projeto de lei que prevê a proibição do uso de máscaras em manifestações não estava na pauta da sessão desta segunda-feira, mas alguns vereadores citaram a proposta em seus discursos. Nesse momento, vários manifestantes cobriram o rosto. O presidente da Câmara, Campos Filho, minimizou o ocorrido e afirmou que o grupo estava em seu direito, uma vez que todos eles foram identificados. Ele também negou que a presidência da casa tenha impedido a entrada no plenário e atribuiu a decisão à Guarda Municipal.
Durante a sessão, houve uma breve discussão entre os manifestantes e uma outra pessoa que também acompanhava os trabalhos. A situação foi rapidamente contornada e não houve registro de outros incidentes.
