O Ministério Público de Campinas espera que sejam esclarecidas as dúvidas sobre um suposto depósito de pouco mais de R$ 560 mil na conta do irmão da ex-primeira dama de Campinas, Rosely Nassim Jorge Santos, pelo ex-diretor de Controle Urbano, Ricardo Cândia. Os dois são réus do Caso Sanasa, escândalo político que resultou na cassação de dois ex-prefeitos e que será retomado em outubro. A defesa de Ricardo Cândia pediu que ele fosse ouvido, já que na audiência realizada no dia 1º de abril, ele preferiu exercer o direito de permanecer em silêncio. O pedido foi acatado pelo juiz responsável pelo caso, Nelson Augusto Bernardes, que abriu a possibilidade para os outros réus que queiram se manifestar. De acordo com o promotor Amaury Silveira Filho, a expectativa é identificar quem teria sido o responsável pelo depósito, porque foi feito e por qual motivo. O promotor disse ainda que não é possível prever a conclusão do julgamento. Segundo Amaury Silveira Filho, ainda deve acontecer muita coisa durante o andamento dos trabalhos.
O suposto esquema veio à tona em maio de 2011, quando 11 pessoas, entre elas secretários municipais e ex-diretores da Sanas, foram presas preventivamente durante uma operação do Gaeco. No total, 22 pessoas foram acusadas de corrupção através de fraudes em contratos da Sanasa. A ex-primeira dama de Campinas, Rosely Nassim Jorge Santos é apontada pelo Ministério Público como a chefe do esquema de desvio de verbas.
