O procurador geral de justiça, Márcio Elias Rosa, esteve em Campinas para apoiar as ações do Ministério Público, que investiga 23 pessoas, sendo algumas delas ligadas ao alto escalão do Denarc. Ao todo são 10 traficantes, 12 policiais e um outro acusado. As principais acusações são de corrupção passiva, envolvimento com o tráfico de drogas, omissão e formação de quadrilha. Segundo o Ministério Público, os policiais são acusados de cobrar propina para facilitar o comércio de drogas na região do bairro São Fernando, área que seria comandada pelo sequestrador Wanderson Newton de Paula Lima, o Andinho. Desde que as investigações começaram, os promotores envolvidos no caso receberam ameaças através de cartas. Segundo o procurado geral de justiça, Márcio Elias Rosa, as ameaças recebidas pelos promotores de Campinas já eram esperadas. Ele afirma que foram tomadas medidas de segurança para garantir que não haverá interferência no andamento das investigações.
Dos 23 denunciados no esquema, 21 tiveram a prisão preventiva decretada e os outros dois réus vão responder ao processo em liberdade. O único foragido é Walter Antonio de Oliveira, que é acusado de participar de operações da polícia, mesmo não sendo policial.
