Em audiência realizada na tarde dessa segunda-feira (15), na sede do Ministério Público do Trabalho em Campinas, o serviço de saúde Cândido Ferreira se comprometeu a efetuar o pagamento do 13º salário dos seus trabalhadores (incluindo a primeira e segunda parcelas) até o dia 23 de dezembro.
A empresa, porém, disse que depende da aprovação de empréstimos bancários para cumprir o prometido. Enquanto isso, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde) fará assembleia na tarde desta terça-feira para decidir se suspende a greve dos funcionários. Será votado o retorno dos trabalhadores a partir da noite do dia 16 de dezembro.
Também ficou acordado na audiência, conduzida pela procuradora Flávia Vanessa Maia Nogueira, que o Cândido Ferreira pagará integralmente os salários dos dias parados, ficando vedado qualquer desconto salarial, e não efetuará dispensas de trabalhadores grevistas. Caso deixe de ser pago o 13º salário no dia acordado, os trabalhadores retomarão a paralisação.
Atualmente, o serviço de saúde recebe R$ 5 milhões mensais para prestação de serviços no município. Hoje, em razão do não pagamento, apenas 30% dos funcionários estão trabalhando em escala de revezamento no Cândido Ferreira.
Os representantes do serviço alegam que estão buscando empréstimos junto a alguns bancos e reconhece que recebeu o valor referente ao 13º ao longo do ano, mas que esse valor foi utilizado para pagar passivos anteriores decorrentes de repasses menores.
