Cedido pelo Governo do Estado à Prefeitura de Campinas por 99 anos, o Parque Ecológico da cidade pode ter uma base da Guarda Municipal após a assinatura do convênio entre as partes. A Administração Municipal também estuda a instalação de uma unidade da Polícia Militar Ambiental. Atualmente, não existe contrato de segurança em vigência e as entradas do local ficam abertas o tempo todo.
Segundo os frequentadores, o parque costuma sofrer invasões e furtos, o que degrada ainda mais o espaço. No casarão, por exemplo, tapumes cobrem portas e janelas. Já no entorno, faltam partes do alambrado. Mas antes de confirmar a implantação das duas bases, o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulela, também quer colocar até 12 vigilantes no parque. A ideia, antes de iniciar um processo de licitação, é usar um contrato da Prefeitura com uma empresa terceirizada.
Ainda segundo Paulela, o acordo firmado com o Governo de São Paulo estipula o repasse de 8 milhões de reais, divididos em 13 parcelas. A primeira, de 1 milhão e meio de reais, já deve ser usada no início de 2015. Ao todo, o Executivo prevê 6 milhões de reais anuais para o custeio do local, verba que já está prevista no orçamento para o próximo ano e que envolve a contratação de ate 50 pessoas responsáveis pela manutenção.
Dentro do plano de revitalização, ainda está o plantio de árvores para ocupar espaços vazios e recuperar as Áreas de Preservação Permanente e também a retomada do plano original de paisagismo. Paralelo a isso, Campinas também espera iniciar a licitação do Teatro de Ópera para o local em 2015. O projeto, de acordo com Paulela, já está pronto e tem custo estimado em 80 milhões de reais de verbas do Estado.
