Com 1025 casos notificados em 2013 e quase 600 entre janeiro e o início de dezembro de 2014, a Sífilis é uma doença que preocupa a Secretaria de Saúde em Campinas. Os números inclusive para a pasta não representam a realidade, pois muitos não têm a notificação. A sífilis é uma doença sexualmente transmissível e assintomática tem prevenção e tratamento. Uma faixa etária em que transmissão tem crescido é entre os jovens.
A infectologista do Devisa da Secretaria de Saúde, Valéria Almeida, ressalta que a chance da contaminação de sífilis é até maior que da Aids. Mesmo quem já teve a doença e fez o tratamento pode voltar a ter.
A sífilis também é uma doença congênita, o que significa que no caso das grávidas pode passar para o bebê. A média em Campinas é de 3,7 casos para cada mil nascidos vivos. No estado o número é o mesmo, mas a recomendação do Ministério da Saúde é de que fique em 0,5 casos.
Valéria Almeida comenta os riscos para desenvolvimento da gravidez. Em quase metade dos casos não chega ao nascimento e mesmo os problemas para a criança.
Em 2013, 57 crianças nasceram com sífilis em Campinas. O número de 2014 fica próximo aos 60 casos. Nestas situações, a Secretaria de Saúde reforça que o tratamento deve ser da gravida e também do parceiro, para que não haja risco de nova contaminação pela bactéria.
