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Polícia Civil faz operação contra golpistas; mandados foram cumpridos em Limeira e Ribeirão Preto 

A Polícia Civil desencadeou, nesta quinta-feira, uma operação para desarticular um esquema de fraudes envolvendo o uso indevido de dados de empresas no interior paulista. O grupo é suspeito de

Polícia Civil faz operação contra golpistas; mandados foram cumpridos em Limeira e Ribeirão Preto 
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil desencadeou, nesta quinta-feira, uma operação para desarticular um esquema de fraudes envolvendo o uso indevido de dados de empresas no interior paulista. O grupo é suspeito de se passar por representantes comerciais para enganar fornecedores e adquirir mercadorias sem pagamento. 

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo sete em Ribeirão Preto e outros dois em Limeira. Também houve o bloqueio de quatro veículos ligados aos investigados. Durante a ação, os agentes recolheram equipamentos eletrônicos, como notebooks e roteadores, além de cartões bancários e cheques. Apesar das apreensões, ninguém foi detido. 

Segundo a polícia, os suspeitos utilizavam informações reais de empresas, como CNPJ e razão social, para abrir cadastros fraudulentos e obter crédito junto a fornecedores. Com isso, conseguiam comprar produtos a prazo, recebiam as encomendas e deixavam de pagar, cortando qualquer tipo de contato na sequência. 

Para sustentar o golpe, o grupo criava endereços de e-mail e domínios muito semelhantes aos das empresas legítimas, o que dificultava a identificação da fraude. Empresas dos setores de informática e agropecuária foram alvo da ação criminosa, além do uso de companhias de fachada. 

As investigações tiveram início após divergências apontadas por fornecedores, que passaram a cobrar por compras que não haviam sido reconhecidas pelas empresas. A apuração revelou ainda o uso de linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros e aplicativos de mensagem para intermediar as negociações. 

Com a autorização para quebra de sigilo de dados, a Polícia Civil conseguiu mapear acessos e identificar que a maior parte da atuação do grupo se concentrava na região de Ribeirão Preto. Os investigadores também apontaram possíveis envolvidos na coordenação do esquema, mas os nomes seguem sob sigilo. 

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