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Canetas emagrecedoras: sucesso no emagrecimento impulsiona mercado ilegal e acende alerta de risco à saúde

Apreensões mais que dobram em São Paulo e incluem até substâncias proibidas; especialistas reforçam necessidade de acompanhamento médico
Canetas emagrecedoras: sucesso no emagrecimento impulsiona mercado ilegal e acende alerta de risco à saúde
Foto: Reprodução/EPTV

As chamadas canetas emagrecedoras se tornaram uma febre entre quem busca perda de peso rápida. Com resultados expressivos, o uso desses medicamentos cresce em todo o país. Mas junto com a popularidade, também avança um problema preocupante: o mercado ilegal.

A médica veterinária Mara Brand é um exemplo de uso correto. Com acompanhamento médico, ela conseguiu eliminar 14 quilos. Segundo ela, o medicamento foi apenas parte do processo.

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“Você tem que trabalhar também a sua cabeça. Se você não chegar à conclusão que você também tem que ajudar, a caneta não faz milagre”, relata.

O sucesso dos resultados, no entanto, abriu espaço para a comercialização irregular. Produtos de origem desconhecida, muitas vezes importados ilegalmente, passaram a circular com facilidade.

Uma consumidora que preferiu não se identificar relata o receio.

“A gente procura um lugar seguro, mas hoje tem muita gente vendendo ilegalmente, trazendo até de fora do país”, afirma.

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Mercado ilegal cresce rapidamente

Dados da Receita Federal mostram que o valor das apreensões de canetas emagrecedoras no estado de São Paulo saltou de 5,4 milhões de reais em 2024 para mais de 12 milhões no ano passado.

O problema vai além dos produtos prontos. Pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas, entram ilegalmente substâncias em pó utilizadas na fabricação desses medicamentos, muitas vindas da China.

Somente nos três primeiros meses deste ano, cerca de uma tonelada foi apreendida. Entre os materiais, autoridades encontraram até compostos ainda em fase de testes e sem autorização no Brasil.

Quando a caneta é considerada ilegal?

De acordo com o advogado criminalista Pedro Henrique Costa, há diferentes situações que caracterizam irregularidade.

“Ela pode ser adulterada, falsificada ou sem registro na Anvisa. Também pode ter procedência desconhecida”, explica.

A venda desses produtos fora das regras não é apenas irregular, é crime. A legislação prevê pena de 1 a 3 anos de prisão para casos de comercialização sem registro, podendo ser mais severa em situações de falsificação.

Caso recente em Campinas

Na última sexta-feira, uma operação da Polícia Civil prendeu uma enfermeira de 28 anos em Campinas. Ela é suspeita de vender canetas emagrecedoras sem origem legal e desviar medicamentos de um hospital público.

Segundo as investigações, os produtos eram negociados por WhatsApp e entregues por motoboy.

Riscos à saúde preocupam

O uso indiscriminado também preocupa profissionais da saúde e frequentadores de academias.

“Vejo muita gente usando sem controle, sem saber os efeitos colaterais”, afirma o professor de educação física Ronaldo Scapin.

Para o desempregado Eduardo Barreto, o risco é evidente. “É um perigo para a saúde. Só deveria usar com recomendação médica.”

Orientação médica é essencial

Especialistas reforçam que o uso dessas medicações deve ser sempre acompanhado por profissionais de saúde. Produtos sem registro ou de origem desconhecida podem trazer riscos graves.

Em um cenário de crescimento do mercado ilegal, o principal alerta é claro: saúde não pode ser tratada como mercadoria clandestina.

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