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Sem acesso básico: moradores relatam dificuldades com saúde e transporte no Horto do Vergel, em Mogi Mirim

Moradores do Horto do Vergel, em Mogi Mirim, denunciam falta de transporte público, ausência de farmácia e redução no atendimento do posto de saúde, dificultando o acesso a serviços básicos
Sem acesso básico: moradores relatam dificuldades com saúde e transporte no Horto do Vergel, em Mogi Mirim
Foto: Nazaré Oliveira

Moradores do assentamento Horto do Vergel, na zona rural de Mogi Mirim, denunciam uma série de dificuldades no acesso a serviços básicos, principalmente nas áreas de saúde, transporte e infraestrutura.

Os relatos apontam para redução no atendimento do posto de saúde, ausência de farmácia, falta de transporte público e problemas nas estradas que dificultam o deslocamento da população.

Posto de saúde tem atendimento reduzido

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Segundo moradores, o posto de saúde do bairro passou a funcionar apenas dois dias por semana. Antes, o atendimento era realizado em três dias.

A mudança, de acordo com a população, aumentou a demanda e tem provocado filas, além de dificultar o acesso às consultas médicas.

Também há queixas sobre a demora no atendimento odontológico. Em alguns casos, pacientes relatam espera de até dois anos para serem chamados.

Falta de farmácia e dificuldade para retirar medicamentos

Outro problema apontado é a falta de farmácia na unidade de saúde, que estaria fechada há cerca de dois anos.

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Com isso, moradores precisam se deslocar até bairros da zona leste para retirar medicamentos. No entanto, a ausência de transporte público torna a situação ainda mais complicada.

A moradora Nazaré Custódio descreve o impacto da situação:

“Eu, Nazaré Custódio da Silva Oliveira, moradora do assentamento Horto Vergel, venho relatar alguns obstáculos. A gente tinha atendimento três vezes por semana e passou para dois. A parte de dentista é bem demorada, eu já estou aguardando há uns dois anos e até agora não fui chamada. Outra coisa é sobre a receita. A gente sai do médico com a receita, mas aqui não tem farmácia. Se for antibiótico, a receita vale três dias e a gente não tem transporte público. Nem todos conseguem ir até a cidade para retirar o remédio. Às vezes depende de carona e acaba perdendo a receita.”

Estradas precárias dificultam acesso

As condições das estradas rurais também são alvo de reclamações. Em períodos de chuva, as vias de terra ficam com lama e buracos, o que dificulta o tráfego de veículos.

A situação impacta inclusive o transporte escolar, que nem sempre consegue acessar o assentamento.

Moradores também relatam demora no atendimento de emergência, como o SAMU, devido às dificuldades de acesso.

Bairro não tem transporte público

O assentamento Horto do Vergel não conta com linha regular de ônibus. Atualmente, apenas o transporte escolar atende a região.

Sem transporte coletivo, muitos moradores, principalmente idosos, enfrentam dificuldades para chegar até hospitais, unidades de saúde e o centro da cidade.

O que diz a Prefeitura de Mogi Mirim

A Prefeitura de Mogi Mirim afirma que o atendimento no posto de saúde segue o padrão das unidades rurais, com funcionamento dois dias por semana, e nega prejuízo à população.

Segundo a administração, a mesma equipe que atende o Horto do Vergel também presta serviço em outro bairro rural, o que justifica a divisão dos dias de atendimento.

Sobre a farmácia, o município confirma que o serviço ficou suspenso por cerca de dois anos por falta de profissionais, mas informa que a reabertura está prevista para o início de maio.

Durante esse período, a prefeitura afirma que os moradores puderam retirar medicamentos em unidades da zona leste, onde estão cadastrados.

Em relação à falta de especialistas, como obstetras e pediatras, a administração diz que há dificuldade de contratação em todo o país, mas que busca alternativas por meio de consórcios intermunicipais.

Sobre o atendimento odontológico, a prefeitura afirma que há profissional disponível duas vezes por semana na unidade.

Já sobre o agente comunitário de saúde, o município informa que o afastamento ocorreu por motivos de saúde da própria profissional.

Estradas e transporte

A prefeitura afirma que realiza manutenção constante nas estradas rurais, mas destaca que o período de chuvas dificulta intervenções mais amplas, já que obras em solo úmido podem agravar a situação.

O município também informa que há investimentos previstos para recuperação e modernização de estradas que atendem a região.

Sobre o transporte público, a administração diz que não há previsão de implantação de linhas na zona rural devido às longas distâncias e à baixa demanda.

Moradores cobram soluções

Mesmo com as justificativas, moradores afirmam que já fizeram pedidos formais e abaixo-assinados, mas dizem que os problemas persistem.

Eles cobram ações mais efetivas do poder público para garantir acesso digno a serviços básicos no assentamento.

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