A Secretaria de Saúde de Campinas suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan. A decisão, anunciada nesta segunda-feira (8) segue determinação do Ministério da Saúde e tem caráter preventivo. O Governo do Estado de São Paulo também afirmou que a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida.
A suspensão ocorre enquanto o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan investigam possíveis eventos adversos ligados à vacinação, os chamados Esavi.
Em Campinas, a estratégia começou no dia 10 de fevereiro de 2026, voltada inicialmente aos profissionais da atenção primária. Em maio, foi ampliada para trabalhadores da saúde da rede pública e privada e para pessoas com 59 anos.
Até agora, foram aplicadas 3.410 doses. Houve 448 notificações de eventos adversos, o que representa 13,1% das aplicações, mas nenhum caso grave foi registrado.
A Secretaria informa ainda que 562 doses permanecerão armazenadas e não serão utilizadas durante o período de investigação.
Para quem já se vacinou, a orientação é atenção aos sintomas nas primeiras três semanas após a aplicação, como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura ou sangramentos. Em caso de qualquer sinal, é importante procurar um Centro de Saúde ou serviço de urgência.
As equipes de saúde estão orientadas para identificar e acompanhar possíveis casos.
A Secretaria segue monitorando a situação e divulgará novas informações assim que houver atualização das autoridades.
A suspensão vale apenas para a vacina do Instituto Butantan. A vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com outro imunizante, continua normalmente nos Centros de Saúde. Basta apresentar documento com foto e, se possível, a caderneta de vacinação.
