CBN Campinas 99,1 FM
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Confira depoimentos de instrutores presos que arremessaram jovem em ponte de Limeira

A Polícia Civil continua com as investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira. Os três instrutores

Confira depoimentos de instrutores presos que arremessaram jovem em ponte de Limeira
Foto: Wesley Almeida/EPTV

A Polícia Civil continua com as investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira. Os três instrutores que conduziram a vítima para o salto estão presos desde o sábado (13).

Em depoimento à Polícia Civil, eles não sabem explicar como o erro de não amarrar a corda à jovem aconteceu.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Os investigados são Luis Felipe Feliciano, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas, de 27 anos, seguem presos. Eles estavam no Centro de Detenção Provisória de Piracicaba e foram transferidos para uma unidade prisional em Guarulhos.

Os vídeos foram obtidos pelo Grupo EP. Confira parte dos depoimentos.

Vídeo: EPTV/Reprodução

Dois dos envolvidos, Luis Felipe e Maicon, relatam que eram os responsáveis por colocar as cordas antes do salto. Mas eles não informaram a divisão de tarefas e responsabilidade de cada um sobre a checagem dos equipamentos para o salto.

Vitor declarou que foi chamado para ajudar a levantar os praticantes que realizavam o salto na modalidade “aviãozinho” – a escolhida por Maria Eduarda.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Confira depoimentos de instrutores presos que arremessaram jovem em ponte de Limeira
Foto: Reprodução

Andamento da investigação

A investigação também ouviu nesta terça-feira (16) o depoimento de um homem que estava com Maria Eduarda no momento da atividade e chegou a saltar antes dela. A oitiva é considerada importante para esclarecer como era feita a preparação dos participantes.

Outro foco da investigação é a tentativa de localizar uma câmera usada no salto. Segundo a delegada responsável pelo caso, Andréia Levy, o equipamento pertencia ao grupo que organizava a atividade e era cobrado à parte. A polícia vai ouvir uma testemunha que teria visto o momento em que essa câmera foi retirada após a queda.

Várias testemunhas foram ouvidas. Além dos três integrantes do grupo Entre Cordas, que organizava o evento, uma enfermeira que tentou prestar socorro e um policial.

O caso foi registrado como homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que houve risco assumido.

Em nota, o advogado de defesa dos investigados, Rafael Gomes dos Santos, afirmou que vai fará um pedido de habeas corpus. A defesa apontou que discorda da tipificação dolosa do delito, que os acusados em nenhum momento tiveram a intenção ou assumiram o risco do resultado morte.

A Polícia Civil pediu prorrogação do prazo – inicialmente de 10 dias – para concluir o inquérito, por conta da complexidade do caso.

Confira depoimentos de instrutores presos que arremessaram jovem em ponte de Limeira
Foto: Redes Sociais

Discussões sobre a estrutura da ponte

Paralelamente à investigação, órgãos públicos discutem medidas para impedir o acesso à Ponte do Esqueleto.

Representantes das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis se reuniram com a Secretaria do Patrimônio da União. A Prefeitura de Cordeirópolis afirmou que o acesso pelo município já era bloqueado e deve ser reforçado, além de defender a demolição da estrutura.

Já a Prefeitura de Limeira informou que havia feito intervenções para impedir a entrada na área e pediu apoio da União para reforçar a fiscalização. Limeira também informou que vai reforçar as barreiras que impedem o acesso à ponte.

A Secretaria do Patrimônio da União se comprometeu a instalar placas de aviso e novas barreiras físicas, além de discutir uma solução definitiva para o local, que pode incluir a demolição da ponte.

Conteúdos

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Youtube video