Uma câmera de segurança registrou o momento em que um coronel da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais impediu uma mulher de deixar uma caminhonete, em Hortolândia. O caso aconteceu no domingo (7) e mobilizou a Guarda Municipal após uma denúncia de possível agressão. A ocorrência terminou com a prisão em flagrante do militar por desacato, desobediência e dano ao patrimônio público.
As imagens mostram a caminhonete parada quando a passageira tenta sair do veículo. Nesse momento, o motorista se inclina sobre a mulher para fechar a porta, impedindo que ela deixe o automóvel. Em seguida, a caminhonete deixa o local.
Após serem acionados, agentes da Guarda Municipal localizaram o veículo. De acordo com o boletim de ocorrência, o coronel estava alterado e passou a gritar ao ser abordado, recusando-se a cumprir as determinações dos guardas.
Ainda segundo o registro policial, ao ser questionado sobre o motivo da exaltação, o militar respondeu de forma agressiva, utilizando palavrões e contestando a autoridade dos agentes.
Durante a ocorrência, o homem desferiu um soco contra uma viatura da Guarda Municipal, provocando um amassado no capô. Ele também teria tentado deixar o local com a caminhonete, mas foi impedido pelos guardas.
Aos gritos, o coronel exigiu a presença de um oficial da Polícia Militar e chegou a pedir que o prefeito fosse acionado.
Inicialmente, o boletim de ocorrência apontava sinais de embriaguez. No entanto, exames periciais concluíram que o militar havia ingerido bebida alcoólica, mas não estava embriagado, descartando a suspeita de embriaguez ao volante.
A arma dele, uma pistola calibre 9 milímetros, foi apreendida.
Em nota, a Polícia Militar de Minas Gerais informou que o envolvido é um policial aposentado e que, por se tratar de um crime comum, a apuração ficará sob responsabilidade da Polícia Judiciária.
Já a Prefeitura de Hortolândia informou que o homem foi encaminhado à delegacia para investigação dos crimes de agressão, desobediência e dano ao patrimônio público.
O coronel permaneceu preso na delegacia de Sumaré, já que não havia vagas na unidade policial de Hortolândia.
A reportagem tentou contato com a defesa do militar, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.
