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Mãe de Campinas vive drama há quase 4 anos para reaver filho levado ao Egito pelo pai

A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo, moradora de Campinas, enfrenta há 3 anos e 9 meses uma batalha judicial e emocional para rever o filho, Adam, levado pelo pai para

Mãe de Campinas vive drama há quase 4 anos para reaver filho levado ao Egito pelo pai
Foto: Arquivo pessoal

A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo, moradora de Campinas, enfrenta há 3 anos e 9 meses uma batalha judicial e emocional para rever o filho, Adam, levado pelo pai para o Egito sem autorização. Apesar de decisões favoráveis tanto da Justiça brasileira quanto da egípcia, a criança continua sem ser devolvida à mãe.

A mais recente tentativa de localizar Adam ocorreu em 12 de maio, mas terminou sem sucesso. O fracasso da operação aumentou a angústia de Karin, que não vê o filho desde setembro de 2022, quando o menino, então com 4 anos, foi levado pelo pai.

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Além da dificuldade para reaver a criança, a mãe relata que passou a sofrer ameaças. Segundo ela, recebia ligações telefônicas nas quais era avisada de que nunca mais voltaria a ver o filho. Diante da situação, Karin foi acolhida pela instituição Revibra e transferida para a Bélgica, onde permanece por tempo indeterminado.

Em entrevista ao g1 Campinas, Karin afirmou que já gastou mais de US$ 10 mil com advogados no Egito e que, apesar das decisões judiciais favoráveis, não consegue fazer com que as determinações sejam cumpridas. Após quase quatro anos de disputa, ela descreve um cenário de desgaste extremo.

No Brasil, a Justiça Federal de Campinas decretou a prisão preventiva do pai em 2023, e o nome dele foi incluído na lista de procurados da Interpol. Já no Egito, Karin se mudou para acompanhar o processo e obteve uma importante vitória em novembro de 2025, quando a Justiça local concedeu a guarda de Adam à mãe.

Mesmo assim, a decisão ainda não foi executada. A Justiça egípcia também determinou a prisão do pai e da avó paterna por sete dias pelo descumprimento da ordem judicial. A defesa de Karin pediu o aumento da punição para seis meses.

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Em casos de subtração internacional de menores, o Itamaraty presta assistência consular e mantém diálogo diplomático com as autoridades do país onde a criança está. No entanto, o órgão não possui poder para executar decisões judiciais estrangeiras, especialmente em nações que não fazem parte de acordos internacionais sobre o tema.

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