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MP pede envio de caso de relógio desaparecido em Viracopos para Recife

O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça que o caso do suposto desaparecimento de um relógio de luxo que pertence a influenciadora Amanda Castanha, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, seja enviado

Viracopos
Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça que o caso do suposto desaparecimento de um relógio de luxo que pertence a influenciadora Amanda Castanha, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, seja enviado para a comarca de Recife (PE). O pedido foi protocolado na quarta-feira e ainda depende de decisão judicial. 

A solicitação considera que a influenciadora mora na região metropolitana da capital pernambucana e que há possibilidade de o desaparecimento ter ocorrido no destino final da viagem. O MP também aceitou o relatório da Polícia Civil, que descartou furto dentro do aeroporto. 

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O caso começou no dia 23 de maio, quando a influenciadora registrou boletim de ocorrência. Ela relatou que o relógio, avaliado em cerca de R$ 28 milhões, desapareceu após passar por inspeção no terminal em Viracopos, depois de um voo vindo dos Estados Unidos. 

De acordo com o relato, a bagagem passou duas vezes pelo raio-x enquanto ela era submetida a revistas após acionamento do detector de metais. A passageira afirmou que levava o relógio dentro de uma caixa na bolsa e que percebeu a falta do item apenas ao chegar em casa. Ela também relatou que a caixa estava aberta e outros objetos haviam sido mexidos. 

Segundo a investigação, imagens do sistema de inspeção mostram que o relógio permanecia dentro da bolsa durante a passagem pelo raio-x. Depois disso, a bagagem ficou sob controle da passageira e do marido. Não houve registro de manipulação indevida por funcionários nem de ação suspeita. 

O inquérito reuniu depoimentos de agentes de proteção da aviação civil e análise de mais de duas horas de imagens de câmeras e do equipamento de inspeção. A polícia apontou que o único momento em que um funcionário ficou sozinho com a bolsa durou quatro segundos, tempo considerado insuficiente para abrir a bagagem, retirar o relógio e reorganizar os objetos. 

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Também foram analisadas imagens do trajeto da passageira dentro do aeroporto, do desembarque internacional até o embarque doméstico. Nenhuma movimentação suspeita foi identificada. A comparação entre as duas inspeções da bagagem indicou que não houve alteração na posição dos itens. 

Após o fim do inquérito, a influenciadora informou que pretende seguir com ação na Justiça e aguarda análise das imagens por um perito. Já a concessionária Aeroportos Brasil afirmou que os procedimentos seguiram as normas da aviação civil e que as investigações não apontaram irregularidades. A empresa avalia medidas judiciais para resguardar a imagem institucional. 

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