A família de Rodrigo Caetano da Silva, de 45 anos, tenta entender o que realmente aconteceu na noite de sábado, na rodovia Rodovia Deputado Laércio Corte, a SP-147, em Engenheiro Coelho. A dúvida surgiu por causa de informações registradas no boletim de ocorrência, que levantaram a hipótese de crime e até de uma possível tentativa de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
Rodrigo morava em Valinhos, era apaixonado por motocicletas e participava com frequência de encontros de motos na região. Na noite do acidente, ele retornava para casa pilotando uma moto de alta cilindrada, comprada recentemente. A prima dele, Melissa Capovilla, conta um pouco da convivência com ele.
O veículo foi encontrado tombado na rodovia depois que o condutor perdeu o controle e bateu contra a defensa metálica. Rodrigo foi socorrido e levado para a Santa Casa de Limeira, mas não resistiu.
A principal incerteza está na causa dos ferimentos. Na primeira versão do boletim de ocorrência, policiais militares registraram uma morte suspeita com lesões aparentemente provocadas por disparos de arma de fogo e destacaram a possibilidade de um homicídio de autoria desconhecida.
O documento relata que a médica responsável pelo atendimento informou ter encontrado lesões perfurantes compatíveis, em tese, com entrada e saída de projéteis. Segundo o registro, os ferimentos eram incompatíveis com a dinâmica de um simples acidente de trânsito.
Mas, o tio Adilson Souza, afirma que recebeu uma informação diferente no hospital.
Diante dessas informações, a Polícia Civil passou a investigar o caso para esclarecer as circunstâncias da morte.
Já em uma atualização feita ainda durante a madrugada, após familiares reconhecerem a vítima, o boletim ganhou uma nova informação. O texto aponta que Rodrigo provavelmente voltava para casa depois de participar de um evento de motociclistas em Limeira e afirma que esse contexto admite, em tese, a hipótese de latrocínio.
Apesar disso, o próprio registro não confirma que houve tentativa de roubo. Também não informa se algum pertence foi levado nem apresenta suspeitos.
O delegado Leonardo Burger, que assumiu a investigação, confirmou que não houve nenhum projétil de arma de fogo no corpo do engenheiro civil, após contato com o médico legista que atendeu o caso. Porém, ainda não descartou totalmente a possibilidade de homicídio ou latrocínio.
