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MP cobra detalhamento de ações em condomínio sobre área contaminada no Mansões

Pane em "usina de gases" e custo de manutenção estendem crise há 25 anos
MANSÕES
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) cobrou explicações da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e da Prefeitura de Campinas sobre situação do condomínio parcialmente interditado por solo contaminado no bairro Mansões Santo Antônio.

Em despacho do dia 8, a promotora Luciana Viegas de Carvalho deu prazo de 15 dias para que a Cetesb detalhe como está o plano de descontaminação apresentado pelos moradores, e o motivo de duas das três torres do condomínio permanecerem bloqueadas, enquanto empreendimentos vizinhos já foram liberados.

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A promotora também pede que a Secretaria do Clima e Meio Ambiente de Campinas (Seclimas) se manifeste sobre a paralisação do funcionamento de uma “usina de gases”, implantada em 2014 pela Prefeitura, mas que deixou de funcionar há dois meses por problemas mecânicos.

A gestão do sistema foi repassada ao condomínio em 2020, mas a associação dos moradores do Condomínio Parque Primavera diz não ter dinheiro para os reparos, que custam R$ 10 mil, além do custo fixo da troca do filtro de carvão ativado, estimado em R$ 80 mil.

Enquanto a situação segue indefinida, moradores tentam seguir a vida no local, como a médica Júlia Duarte.

“No início eu ficava preocupada. Tinha uma época em que o parquinho havia sido fechado, e o síndico tinha falado que ninguém poderia morar no térreo. Com o tempo eu desencanei, e estou morando até hoje aqui”, contou.

O impasse se arrasta desde 2001, quando a Cetesb apontou a contaminação do solo onde foram erguidas três torres do condomínio Parque Primavera.

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No mesmo local, a extinta fábrica de produtos químicos Proquima, que operou entre 1973 e 1996, descartava substâncias de forma irregular em poços sumidouros. Segundo o órgão de fiscalização, materiais como etanos e etenos clorados são cancerígenos.

O terreno foi vendido para a construtora Concima, que teve a falência decretada em abril de 2022. A empresa chegou a desenvolver um projeto para oito torres no local, mas apenas três foram erguidas, das quais somente uma foi liberada para habitação.

Nela vivem cerca de 150 moradores, com exceção do térreo, que também está fechada para moradias.

Em nota, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informa que encaminhou ao Ministério Público, em 17 de julho, a Informação Técnica nº 007/2026/CSR, na qual apresenta sua avaliação sobre a proposta da Apromasa (Associação dos Proprietários do Mansões Santo Antônio) e as condicionantes para a continuidade do gerenciamento da área contaminada. Não divulgou detalhes sobre a proposta.

A Seclimas, da Prefeitura de Campinas, também foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou.

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