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MP aponta suspeitas de extorsão e fraudes em ações da PM de Piracicaba

Um relatório produzido pelo Ministério Público (MP) e obtido pelo g1 revela uma série de supostas irregularidades cometidas por policiais militares durante ações em Piracicaba. O documento cita suspeitas de

MP aponta suspeitas de extorsão e fraudes em ações da PM de Piracicaba
Foto: Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução

Um relatório produzido pelo Ministério Público (MP) e obtido pelo g1 revela uma série de supostas irregularidades cometidas por policiais militares durante ações em Piracicaba. O documento cita suspeitas de extorsão, simulação de flagrantes e fragilidades na produção de provas em casos de prisões e mortes decorrentes de intervenção policial.

Segundo o Ministério Público, o relatório foi elaborado depois do aumento desse tipo de ocorrência, principalmente em 2025. A Promotoria analisou diversos casos e elaborou recomendações para reforçar os protocolos de atuação das forças de segurança.

A análise mostra que a taxa de letalidade policial em Piracicaba, que em 2024 era inferior à média do estado, passou a ficar acima desse índice em 2025.

O documento também cita uma investigação que começou depois da denúncia de um suposto caso de extorsão e simulação de flagrante envolvendo policiais militares. A apuração resultou no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão contra agentes da corporação.

Depois desse caso, o Ministério Público informou ter recebido relatos de pelo menos outras três supostas extorsões com características semelhantes. Os nomes dos policiais investigados não foram divulgados.

Ao analisar ocorrências com mortes provocadas por intervenção policial, o Ministério Público afirma que a ausência de registros objetivos, a demora na documentação e o manejo inadequado de vestígios comprometem a produção de provas. O relatório também aponta divergências entre depoimentos de policiais e as evidências reunidas durante as investigações.

Nos casos de prisões em flagrante, o documento identifica situações que podem enfraquecer as provas judiciais, como indícios de irregularidades na entrada de policiais em residências, relatos de suposto plantio de armas e drogas e a necessidade cada vez maior de imagens de câmeras de segurança para esclarecer os fatos.
O relatório foi encaminhado a nove órgãos públicos, entre eles a Secretaria da Segurança Pública e o Comando-Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Entre as recomendações estão a padronização dos registros das ocorrências, a preservação rigorosa dos locais dos fatos, o controle de acesso às cenas antes da perícia, a coleta rápida de imagens de câmeras de segurança e auditorias periódicas para verificar o cumprimento dos protocolos.

Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Militar ainda não tinham se manifestado sobre o conteúdo do relatório.

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