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Campinas registra mais colisões entre aviões e aves do que São Paulo em 2026

Campinas registrou, entre janeiro e agosto deste ano, mais colisões entre aviões e aves do que São Paulo. Segundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o

Campinas registra mais colisões entre aviões e aves do que São Paulo em 2026
Imagem: Pixabay

Campinas registrou, entre janeiro e agosto deste ano, mais colisões entre aviões e aves do que São Paulo.
Segundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, foram 13 ocorrências em Campinas, contra 8 na cidade de São Paulo.

O número também aumentou na comparação com o mesmo período do ano passado, quando Campinas teve 9 registros.

O assunto ganhou destaque depois que um avião cargueiro da FedEx precisou fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Viracopos, no último dia 24. O Boeing 767 precisou sobrevoar a região de Holambra e Jaguariúna para gastar combustível antes de retornar e pousar em segurança

Mas esse não foi o único caso registrado na região neste ano. Em fevereiro, um avião de pequeno porte, modelo Baron 58, fez um pouso forçado no Aeroporto dos Amarais depois de atingir uma ave durante a decolagem e apresentar problema no trem de pouso.

Em agosto, um voo da Azul com destino a Natal também atingiu uma ave logo depois de decolar de Viracopos. O avião retornou ao aeroporto em segurança e os passageiros foram reacomodados.

Já no dia 21 de setembro, dois aviões tiveram ocorrências envolvendo aves durante a decolagem em Viracopos, em um intervalo de poucas horas. Apesar dos impactos, as aeronaves seguiram normalmente para Três Lagoas (MS) e Recife (PE).

Um levantamento com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostra que, considerando apenas o Aeroporto de Viracopos, foram 95 colisões entre aeronaves e aves entre 1º de janeiro e 26 de setembro deste ano.

Mais da metade dos casos, cerca de 54%, aconteceu durante o dia. Outros 34% foram registrados no período noturno.

Segundo o professor de Engenharia Aeronáutica da USP, Fernando Catalano, os riscos de uma colisão variam principalmente de acordo com o tamanho da ave.

O especialista também explica que a presença dessas aves nas proximidades dos aeroportos está diretamente relacionada às condições do entorno e à ação humana.

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