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GAECO: esquema de fraudes provocou prejuízo milionário para cerca de 20 vítimas

Prejuízo total ainda depende do aprofundamento das investigações
GAECO
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público (MP) e o 1º BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar), cumpriram oito mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas nesta terça-feira (22) na região de Campinas contra um escritório de investimentos que aplicou prejuízos milionários em aplicações do mercado imobiliário e do agronegócio.

Foram quatro em Campinas, um em Paulínia, um em Hortolândia e um na capital paulista. Na cidade de São Paulo, uma pessoa não foi localizada e é considerada foragida.

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Os trabalhos fazem parte da “Operação Paladio”, que também cumpriu mandados em Minas Gerais, Mato Grosso e Piauí.

Segundo o MP, o grupo usava da estrutura empresarial para atrair investidores, prometendo opções altamente seguras e rentáveis. O promotor de Justiça, Rafael Salzedas, explica que, apesar do retorno inicial considerável, o restante do dinheiro não era devolvido.

“A denúncia inicial era de um prejuízo de R$ 700 mil só para um grupo de vítimas de três… de duas vítimas. Então são valores sempre muito… um valor muito grande, não são pequenos investimentos. A gente identificou pelo menos uma mais de 20 vítimas. Esse escritório de de assessoria de investimento que a gente que é o foco da investigação é de Campinas, mas não quer dizer que só ele tem usado essa estrutura para prejudicar as vítimas. Então pode ser que tenham outros em outros lugares do Brasil. Pela investigação inicial que a gente fez é nacional, mas que usavam as mesmas estruturas para para dar golpes, mas o foco da investigação nossa é aqui em Campinas“, explicou.

O GAECO também aponta que o esquema usava redes sociais e programas de TV para reforçar a aparência de credibilidade. O MP diz que, a princípio, a atuação desses comunicadores é regular.

Um dos presos era um policial militar, casado com uma das sócias do esquema. De acordo com o Ministério Público, ele participava do dia a dia da empresa. A prisão foi realizada por agentes da Corregedoria da Polícia Militar.

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O promotor Rafael Salzedas explica que as empresas também usavam nomes fantasia semelhantes aos de empresas consolidadas no mercado de investimentos.

“Pra atuação no mercado imobiliário ou do agronegócio, mas eram estruturas que vinham como contrato de mútuo, que é um empréstimo, ou vinha como sociedade em conta de participação, que aí ocultava a posição delas. Era tudo feito não da forma habitual, assim, tudo para dificultar e até o rastreio e quem eram os envolvidos. Faziam reuniões, inclusive, nesse caso teve uma briga mais acentuada nesse escritório quando descobriram que não iam recuperar o dinheiro”, descreveu.

O Ministério Público também diz haver indícios de que a movimentação financeira e as atividades do grupo estejam ligadas ao tráfico de drogas, com participação do PCC.

Sete carros foram apreendidos junto aos alvos na região de Campinas. Os detidos permanecem presos. Celulares, notebooks e documentos apreendidos vão ser usados para mapear a extensão do esquema criminoso.

Outras vítimas já identificadas vão ser interrogadas para apoiar as investigações. Elas não foram comunicadas antes para evitar o vazamento da operação. O último passo é o oferecimento da denúncia.

O MP também vai investigar a regularidade de duas fintechs usadas para movimentar o dinheiro do esquema.

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