Campinas passou a ter mais seis pontos com fiscalização eletrônica a partir desta terça-feira (15). Os novos radares foram instalados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) em trechos das avenidas John Boyd Dunlop, Ruy Rodriguez e Barão de Itapura.
Os equipamentos vão registrar excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e parada sobre a faixa de pedestres. O limite de velocidade nos locais é de 50 quilômetros por hora.
Segundo a Emdec, a escolha dos pontos levou em conta o histórico de acidentes. Entre 2023 e julho de 2026, foram registrados 118 sinistros em um raio de até 200 metros dos novos equipamentos. Desse total, 51 tiveram vítimas feridas, 60 não deixaram feridos, quatro foram atropelamentos e três terminaram com mortes.
Os radares foram instalados nos seguintes locais:
- Avenida John Boyd Dunlop, sentido Centro, no cruzamento com a Rua Moacir Penachin;
- Avenida John Boyd Dunlop, sentido bairro, no cruzamento com a Rua Benedito Franco;
- Avenida Ruy Rodriguez, no cruzamento com a Rua Antônia Ceregatti Albieri;
- Avenida Ruy Rodriguez, nos dois sentidos, próximo ao Atacadão;
- Avenida Barão de Itapura, no cruzamento com a Avenida Andrade Neves.
Além do histórico de acidentes, a Emdec considerou a circulação de pedestres e usuários do transporte público nos pontos escolhidos.
Com a ampliação, Campinas passou de 144 para 154 pontos de fiscalização eletrônica. Ao todo, a cidade tem 86 equipamentos instalados em semáforos e 68 radares fixos.
A Emdec informou que, até agosto deste ano, os radares registraram 582,1 mil infrações de trânsito. Desse total, 316,5 mil foram por excesso de velocidade e 76,3 mil por avanço do sinal vermelho. As duas infrações representaram 67% de todas as autuações registradas pelos equipamentos.
De acordo com a empresa, o excesso de velocidade esteve relacionado a cinco das 16 mortes no trânsito já analisadas em 2026. No ano passado, o fator foi apontado em 32 casos fatais em vias urbanas. Já o avanço de sinal vermelho esteve ligado diretamente a quatro mortes registradas em 2025.
Os recursos arrecadados com multas são destinados a ações de sinalização, fiscalização, educação para o trânsito e projetos de engenharia viária.
