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Operação apreende carros de luxo e investiga vereador de Itatiba

Cinco mandados de prisão foram cumpridos em Itatiba, com seis presos.
Operação
Foto: Baep/Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas e a Polícia Militar deflagraram nesta terça-feira (15) a Operação Nexus contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão em Itatiba e 26 mandados de busca e apreensão, sendo 23 em Itatiba e três em Campinas.

Segundo o Ministério Público, a investigação identificou uma estrutura dividida em núcleos responsáveis pelo comando da organização, lavagem de dinheiro, monitoramento, logística, distribuição de drogas e pontos de venda.

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Entre os investigados está o vereador de Itatiba Carlos Eduardo de Oliveira Franco, conhecido como Duguaca. Mandados de busca também foram cumpridos na residência do parlamentar e na Câmara Municipal de Itatiba. De acordo com a investigação, ele é suspeito de integrar o núcleo de monitoramento da organização criminosa.

A reportagem aguarda posicionamento da assessoria do vereador e da Câmara Municipal de Itatiba sobre a operação.

O principal alvo da investigação, conhecido como Tim, foi preso em um condomínio de alto padrão em Itatiba, junto com a esposa. Segundo os investigadores, ele integra o PCC e atuava no núcleo de comando e lavagem de dinheiro. A apuração aponta a compra e negociação de mais de 20 veículos de luxo, entre eles Lamborghini, Ferrari e Porsche.

Outra frente da operação teve como alvo um policial militar. Os mandados foram cumpridos pela Corregedoria da Polícia Militar por suspeita de ligação com o principal investigado.

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Em Campinas, os mandados se concentraram em buscas e apreensões. Um dos alvos foi uma loja de veículos localizada na Avenida José Bonifácio, no Jardim das Paineiras. O estabelecimento é investigado por suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro. Outras duas lojas em Itatiba também foram alvo da operação.

De acordo com o Ministério Público, um dos empresários investigados teria movimentado mais de R$ 2 milhões em operações relacionadas ao grupo criminoso.

As investigações indicaram ainda que a organização mantinha um sistema de monitoramento 24 horas por dia em Itatiba. A estrutura permitia alertar integrantes sobre a aproximação das forças de segurança, facilitando a ocultação de drogas e a interrupção temporária das atividades criminosas.

A operação mobilizou promotores de Justiça e mais de 160 policiais militares, com apoio do helicóptero Águia e de cães farejadores. As diligências seguiram ao longo da manhã.

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