A piracema é o período em que os peixes migram rio acima para se reproduzir. Com o aumento das chuvas e do nível da água, as espécies buscam locais adequados para a desova.
Durante esses quatro meses, a pesca fica mais restrita, principalmente para as espécies nativas.
O primeiro-tenente Henri, comandante de pelotão da Polícia Militar Ambiental, afirma que a corporação intensifica a fiscalização em pontos onde há maior concentração de peixes.
Uma das principais mudanças durante a piracema é a distância mínima para a pesca perto das corredeiras. Fora desse período, o limite é de 200 metros. Agora, passa para 1.500 metros.
Segundo o tenente, também são fiscalizadas a captura de espécies nativas, a pesca em locais proibidos e a utilização de equipamentos irregulares.
A atuação dos agentes também abrange outras infrações que ameaçam a preservação dos rios e da vegetação nativa.
Dentre as espécies que dependem da migração para se reproduzir estão o curimbatá, o dourado e a piapara. A pesca irregular durante esse período pode interromper esse ciclo e reduzir a quantidade de peixes nos rios.
O tenente afirma que o cenário é ainda mais preocupante em locais que enfrentam poluição e estiagens.
Quem desrespeita as regras da piracema está sujeito a multas a partir de mil reais, além de vinte reais por quilo de pescado apreendido. A penalidade pode ser agravada quando a pesca acontece em local proibido.
Em Piracicaba, por exemplo, a pesca é proibida durante todo o ano na região da Rua do Porto.
O período da piracema termina em 28 de fevereiro de 2027. Até lá, pescadores amadores e profissionais devem respeitar as restrições. A fiscalização e a conscientização são importantes para proteger as espécies nativas e manter o equilíbrio dos rios.
