A Polícia Civil de São Paulo faz nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Infidelitas, que investiga um esquema de fraude bancária responsável pelo desvio de mais de R$ 14 milhões de uma conta empresarial. A ação teve cumprimento de mandado na região de Piracicaba.
A operação foi conduzida por equipes da 4ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos, ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais, o Deic. Ao todo, a Justiça expediu 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Todos os mandados de prisão foram cumpridos na capital paulista. Entre os alvos está um advogado.
As diligências ocorreram em dez endereços na cidade de São Paulo, seis na região metropolitana, um na região de Piracicaba e outros seis no estado de Goiás, com apoio das polícias locais. A ação mobilizou 55 policiais, distribuídos em 29 equipes.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma instituição financeira relatar o desvio de 14 milhões de reais. Na primeira fase da operação, os investigadores identificaram dois envolvidos e apreenderam aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie.
A apuração apontou que o grupo teve acesso irregular às credenciais corporativas da empresa vítima, com indícios de participação interna e uso de engenharia social, técnica usada para enganar pessoas e obter dados sigilosos. Com o controle da conta, os valores foram rapidamente transferidos por meio de TED, PIX e emissão de boletos.
Nesta segunda fase, o objetivo foi aprofundar a coleta de provas, desarticular o esquema e apreender bens comprados com dinheiro de origem ilegal. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar o total do prejuízo.
